Você reclama que eu não te faço nada, que eu não te amo mais.
Você reclama que eu não vou pra cama, que eu não sou capaz.
Você fala e repete que eu não me esforço
Não pego tua mão, te trago solidão, se me pede sorriso eu digo não.
Não vou ao teu encontro, nem te ligo de volta, nem te faço escolta.
Você reclama, reclama e você diz e repete que eu sou babaca.
Fraco e magro demais pra você, que eu não penteio cabelo.
Que eu fumo e bebo demais, e sou pobre demais pra você.
Que eu mato a aula, que eu fujo de casa todo dia e gasto grana a toa.
Que eu gosto de cinema obscuro de música estranha de livro de poema
E você nem sabe que eu te amo o máximo
Nem sabe que eu deito do teu lado quando você dorme e levanto antes que você acorde
Eu não sorrio porque o medo de te perder me deixa sério
Não pego tua mão por medo de nunca mais querer largar, te trago solidão pra você sentir minha ausência.
Não vou ao teu encontro, nem te ligo nem te escolto, te quero livre como eu.
Sou babaca e fraco e magro e pobre, odeio pentes, que roubam o lugar de tuas mãos em meu cabelo
Fumo e bebo demais pra disfarçar que só tenho olhado em você
Mato aula, fujo de casa e gasto grana, mas nada a toa, tudo pra ir te ver.
Gosto de cinema obscuro feito teu olhar, música estranha feito tua voz, livro de poema pra te recitar aquele que fiz um dia falando que é de outro autor.
E você nem sabe que o pouco que te amo é o maior amor que eu poderia e que eu pude aqueles dias
E você nem sabe que tudo se foi, deslizou como seus lábios ainda deslizam nos meus, mas sem a parte do pra sempre.
sábado, 22 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Palavras
Eu gosto de palavras que me falem
Sem que eu as leia
Palavras que derretam quando pronunciadas
Que se auto interpretem e emocionem
Palavras que descrevam exatamente
Palavras que entrem em minha mente
E que ao lê-las, sejam como músicas.
E que elas saibam o que se sente
E que sejam lindas e únicas
Que em piadas, façam rir.
Em crônicas divirtam
Em contos entretam
Em poemas de amor, emocionem.
Em cartas, as novidades.
Na música, se façam cantar.
Que os olhos as leiam empolgados
Os ouvidos as ouçam curiosos
E que se deixem os legados
E que se ocupem os ociosos
E também os outros de sua leitura
E de sua escrita, e de sua melodia.
De sua cultura
De sua beleza sadia
De noite nas histórias pra criança dormir
E também durante o dia
Sem que eu as leia
Palavras que derretam quando pronunciadas
Que se auto interpretem e emocionem
Palavras que descrevam exatamente
Palavras que entrem em minha mente
E que ao lê-las, sejam como músicas.
E que elas saibam o que se sente
E que sejam lindas e únicas
Que em piadas, façam rir.
Em crônicas divirtam
Em contos entretam
Em poemas de amor, emocionem.
Em cartas, as novidades.
Na música, se façam cantar.
Que os olhos as leiam empolgados
Os ouvidos as ouçam curiosos
E que se deixem os legados
E que se ocupem os ociosos
E também os outros de sua leitura
E de sua escrita, e de sua melodia.
De sua cultura
De sua beleza sadia
De noite nas histórias pra criança dormir
E também durante o dia
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Pessoa Caótica!!
Aconteceram coisas...Então desconfiei que sou uma pessoa caótica, essa palavra me ilustra.
Explicarei:
Me ligaram, disseram ter que falar comigo, e que viriam aqui no dia seguinte:
Telefone toca:
-Alô?
-Oi, tenho que falar com você, amanhã vou aí.
-Mas me conte agora.
-Não posso, amanha irei aí e conto.
Devo dizer que essa noite não pude pregar os olhos.
Imaginei toda e qualquer hipótese negativa e absurda que pude. Minhas entranhas se reviravam e refletiam minha ansiedade, que quase me sufocava durante a madrugada misteriosa...Todo o tipo de mistério sempre me torturou.
Fato é que o dia seguinte chegou junto com um Sol e uma brisa inquieta, cheiro de pão novo, e de café fresco...Pássaros cantavam e o vizinho ao lado assoviava na sacada. Todos esses resquícios de um dia nascendo e essa sensação cínica de paz me estressou ainda mais, olheiras e irritabilidade nítidas.
Que hora do dia viria aquela pessoa pra findar minha angústia?
Algumas hipóteses que imaginei:
Alguém sofrera um acidente ou tinha uma doença fatal.
Alguém falara mal de mim, e eu perderia a amizade de pessoas importantes.
Alguém teria fotos comprometedoras minhas e me faria chantagem (Que fotos? Se nada faço de comprometedor?).
Alguém cometeu suicídio, foi assassinado?
Os E.T’s estão prestes a dominar o planeta?
A minha vida é filmada, inclusive meus momentos mais íntimos e inconfessáveis?
Enfim, entre outras hipóteses, essas eram as menos absurdas.
Não quero nem gosto de levantar cedo, fico ouvindo o assobio do vizinho, que com certeza faz parte da conspiração... Alias, todos fazem...Até minha gata...Esse miado dela nada tem de inocente. Está tentando me avisar.
Será que no fundo eu também faço? É isso? Até eu estou contra mim?
Enfim, ligo o som. Ouço o rangido do portão, alguém sobe os degraus, entra no corredor abre a porta...Aguardo ansioso querendo ver a pessoa que me salvaria.
A pessoa entra no apartamento ao lado.
Bem mais tarde chega quem eu tanto esperei. Já estava febril de tanta curiosidade, minhas mãos tremiam e eu estava facilmente irritável, qualquer gesto ou barulho me causava um ódio mortal do responsável.
Ouço passos, um por um, logo adentra meu quarto, com uma cara cinicamente calma:
-Olá, tudo bem?
(Como tudo bem, esperei-te o dia todo pra saber o que tramaste contra mim).
-Tudo bem sim, e você?
(Beijos falsos no rosto, falsos da minha parte, de ódio).
-Lembra que liguei ontem, e tinha algo pra te dizer?
-Não me lembro. Sério que ligastes? (Oh céus, perdi uma noite de sono e um dia de vida pensando nisso).
-Lembro-me bem, fale logo!
Alternativa 1:
-Lembra-se do pé de tomate que plantei no quintal de casa?
-Sim, estava contigo quando plantastes (O que acontecera? Teria o tomate criado vida?).
- É, então, ele apodreceu e nem chegou a dar tomates.
-Hã, era isso?
-Sim, não podia falar ao telefone, pois meu crédito estava acabando.
-Ahhhhhhhh...(cometo homicídio com requintes de crueldade)
Alternativa 2
-Vim o caminho todo tentando lembrar o que era, simplesmente me fugiu da mente.
-Hã?Você esqueceu o que era?
-Sim, simplesmente me esqueci, ah nem devia ser importante mesmo.
- (morro)
Alternativa 3
-Pois é, mostrei aquele trabalho seu pra direção da empresa, eles gostaram e você começa quando quiser, o salário é ótimo.
-Mas isso é... É...BOM.
Sou uma pessoa caótica.
Explicarei:
Me ligaram, disseram ter que falar comigo, e que viriam aqui no dia seguinte:
Telefone toca:
-Alô?
-Oi, tenho que falar com você, amanhã vou aí.
-Mas me conte agora.
-Não posso, amanha irei aí e conto.
Devo dizer que essa noite não pude pregar os olhos.
Imaginei toda e qualquer hipótese negativa e absurda que pude. Minhas entranhas se reviravam e refletiam minha ansiedade, que quase me sufocava durante a madrugada misteriosa...Todo o tipo de mistério sempre me torturou.
Fato é que o dia seguinte chegou junto com um Sol e uma brisa inquieta, cheiro de pão novo, e de café fresco...Pássaros cantavam e o vizinho ao lado assoviava na sacada. Todos esses resquícios de um dia nascendo e essa sensação cínica de paz me estressou ainda mais, olheiras e irritabilidade nítidas.
Que hora do dia viria aquela pessoa pra findar minha angústia?
Algumas hipóteses que imaginei:
Alguém sofrera um acidente ou tinha uma doença fatal.
Alguém falara mal de mim, e eu perderia a amizade de pessoas importantes.
Alguém teria fotos comprometedoras minhas e me faria chantagem (Que fotos? Se nada faço de comprometedor?).
Alguém cometeu suicídio, foi assassinado?
Os E.T’s estão prestes a dominar o planeta?
A minha vida é filmada, inclusive meus momentos mais íntimos e inconfessáveis?
Enfim, entre outras hipóteses, essas eram as menos absurdas.
Não quero nem gosto de levantar cedo, fico ouvindo o assobio do vizinho, que com certeza faz parte da conspiração... Alias, todos fazem...Até minha gata...Esse miado dela nada tem de inocente. Está tentando me avisar.
Será que no fundo eu também faço? É isso? Até eu estou contra mim?
Enfim, ligo o som. Ouço o rangido do portão, alguém sobe os degraus, entra no corredor abre a porta...Aguardo ansioso querendo ver a pessoa que me salvaria.
A pessoa entra no apartamento ao lado.
Bem mais tarde chega quem eu tanto esperei. Já estava febril de tanta curiosidade, minhas mãos tremiam e eu estava facilmente irritável, qualquer gesto ou barulho me causava um ódio mortal do responsável.
Ouço passos, um por um, logo adentra meu quarto, com uma cara cinicamente calma:
-Olá, tudo bem?
(Como tudo bem, esperei-te o dia todo pra saber o que tramaste contra mim).
-Tudo bem sim, e você?
(Beijos falsos no rosto, falsos da minha parte, de ódio).
-Lembra que liguei ontem, e tinha algo pra te dizer?
-Não me lembro. Sério que ligastes? (Oh céus, perdi uma noite de sono e um dia de vida pensando nisso).
-Lembro-me bem, fale logo!
Alternativa 1:
-Lembra-se do pé de tomate que plantei no quintal de casa?
-Sim, estava contigo quando plantastes (O que acontecera? Teria o tomate criado vida?).
- É, então, ele apodreceu e nem chegou a dar tomates.
-Hã, era isso?
-Sim, não podia falar ao telefone, pois meu crédito estava acabando.
-Ahhhhhhhh...(cometo homicídio com requintes de crueldade)
Alternativa 2
-Vim o caminho todo tentando lembrar o que era, simplesmente me fugiu da mente.
-Hã?Você esqueceu o que era?
-Sim, simplesmente me esqueci, ah nem devia ser importante mesmo.
- (morro)
Alternativa 3
-Pois é, mostrei aquele trabalho seu pra direção da empresa, eles gostaram e você começa quando quiser, o salário é ótimo.
-Mas isso é... É...BOM.
Sou uma pessoa caótica.
Pré, ou pós algo muito sério.
Isso aqui tá complexo
A noite é uma mansão
E o dia não tem nexo
À noite moro nos meus sonhos
De dia a luz me cobra sentido
A noite é uma verdade
O dia, uma falsidade.
Meu medo noturno me inspira
Como queres ser real, se foges da única realidade?
A dor é real, o beijo com sangue é real.
Pelas ruas possuídas de noite eu caminho
Prédios antigos e escuros
Passados, presentes e futuros.
Meus olhos refletem um medo seguro
Minha saúde está no escuro
Só isso é real, nascer pra morrer.
Sentir amores e dores
Só os pecados são humanos, o resto é fantasia.
Todos têm medo de amar, se entregar.
Amo a noite e fujo do escuro pra disfarçar
Ninguém é perfeito, e ninguém é tão imperfeito como eu.
Todo mundo erra, eu já nasci um erro.
A noite é minha borracha, me apaga, me engole em sua densidade gelada.
O cemitério me aguarda, uma fogueira na inquisição.
Um monstro me persegue, e eu sou um engano.
Sou um rascunho, fizeram, amassaram e eu criei vida.
Alguém me cuspiu no mundo, e como todo líquido estou evaporando.
Poluindo o ar com minhas partículas podres
Se uma chuva ácida cair, são as nuvens me expulsando delas.
My blood is a poison
My skin burn my soul
My life is my sin.
A noite é uma mansão
E o dia não tem nexo
À noite moro nos meus sonhos
De dia a luz me cobra sentido
A noite é uma verdade
O dia, uma falsidade.
Meu medo noturno me inspira
Como queres ser real, se foges da única realidade?
A dor é real, o beijo com sangue é real.
Pelas ruas possuídas de noite eu caminho
Prédios antigos e escuros
Passados, presentes e futuros.
Meus olhos refletem um medo seguro
Minha saúde está no escuro
Só isso é real, nascer pra morrer.
Sentir amores e dores
Só os pecados são humanos, o resto é fantasia.
Todos têm medo de amar, se entregar.
Amo a noite e fujo do escuro pra disfarçar
Ninguém é perfeito, e ninguém é tão imperfeito como eu.
Todo mundo erra, eu já nasci um erro.
A noite é minha borracha, me apaga, me engole em sua densidade gelada.
O cemitério me aguarda, uma fogueira na inquisição.
Um monstro me persegue, e eu sou um engano.
Sou um rascunho, fizeram, amassaram e eu criei vida.
Alguém me cuspiu no mundo, e como todo líquido estou evaporando.
Poluindo o ar com minhas partículas podres
Se uma chuva ácida cair, são as nuvens me expulsando delas.
My blood is a poison
My skin burn my soul
My life is my sin.
What a Wonderful World (?)
Que mundo é esse, no qual crianças escrevem cartas ao Papai Noel pedindo comida?
Que mundo é esse no qual políticos indignos recebem super salários e querem aumentá-los?
Mundo louco no qual pessoas morrem de fome, no qual velhinhos se cobrem com papelão nas noites de frio.
Mundo que mata seus habitantes na guerra, ao mando de homens poderosos.
Homens esses, que mandam seus semelhantes se matarem em nome de um Deus que não quer nenhum sacrifício.
Onde crianças não estudam, trabalham como escravos, e pessoas quando adoecem não tem dinheiro pra comprar remédio.
Mundo em que destruímos nossa natureza, não amamos os outros animais, não respeitamos as diferenças de nossos irmãos.
Mundo esse, no qual eu vivo, enquanto alguns vão cear fartamente no Natal, outros vão continuar revirando os lixos, em busca de uma ceia que ao menos os mantenha vivos.
E já que essas pessoas estão nesse mundo assustador, não seria justo que elas ao menos pudessem se manter vivas?
Mundo, no qual os mesmos políticos que recebem salários monstruosos não estarão satisfeitos com isso, e desviarão verbas de coisas vitais como saúde, educação e alimentação, roubarão de nós, que pagamos impostos, e também dos que não pagam, por que alguns não podem pagar nem o pão de cada dia.
Mas os políticos vão roubar mais um pouco, afinal vão acabar sem punição mesmo.Mas se seus filhos estiverem morrendo de fome em seus braços não roube um litro de leite, nem um pote de margarina, por que irá apodrecer na cadeia, e se eles estiverem doentes não vá até um hospital, pois não será atendido, por falta de leito, ou de médicos.
Mundo no qual as crianças que não forem apadrinhadas no projeto do jornal, receberão uma resposta de satisfação, mas eles não querem uma resposta, não fizeram pergunta alguma querem apenas uma bola, uma boneca, uma roupa, não precisa ser nada eletrônico, até um pião os deixaria felizes, e quem sabe um almoço garantido.
Mundo no qual eu vivo, que eu temo, no qual a violência lidera, e o poder corrompe, no qual vamos destruindo-nos uns aos outros.
O que acontecerá quando não restar povo pra esses políticos governarem? Logo, iremos padecer no esquecimento ao qual fomos condenados, ao desdém daqueles que deveriam proteger a Nação e o Planeta, mas e aí quem eles irão governar? Quem irão extorquir com sua ganância sem fim?
O rugido desse mundo monstro nada mais é que o grito de dor dos doentes, o ronco no estômago dos famintos, as bombas devastando vidas, armas disparando contra seus entes que voltam do trabalho, e o uníssono das metralhadoras cuspindo o ódio do homem, como dragões capitalistas, sentenciando a raça humana, e por fim, a enxurrada de lágrimas derramadas por nossas dolorosas perdas, não materiais, já que não temos nada assim, mas perdas de nossos entes, de nossas vidas, da nossa dignidade e do brilho em nosso olhar.
Nesse mundo, se continuar assim, as crianças vão descobrir cedo demais que Papai Noel não existe e destruído o sonho e a ilusão de uma criança, morre também o futuro adulto que nela habitaria.
Destruindo precocemente a criança, morre também a esperança de um mundo menos carrasco e mais justo, com um abismo menor entre pobres e ricos.
Que mundo é esse no qual políticos indignos recebem super salários e querem aumentá-los?
Mundo louco no qual pessoas morrem de fome, no qual velhinhos se cobrem com papelão nas noites de frio.
Mundo que mata seus habitantes na guerra, ao mando de homens poderosos.
Homens esses, que mandam seus semelhantes se matarem em nome de um Deus que não quer nenhum sacrifício.
Onde crianças não estudam, trabalham como escravos, e pessoas quando adoecem não tem dinheiro pra comprar remédio.
Mundo em que destruímos nossa natureza, não amamos os outros animais, não respeitamos as diferenças de nossos irmãos.
Mundo esse, no qual eu vivo, enquanto alguns vão cear fartamente no Natal, outros vão continuar revirando os lixos, em busca de uma ceia que ao menos os mantenha vivos.
E já que essas pessoas estão nesse mundo assustador, não seria justo que elas ao menos pudessem se manter vivas?
Mundo, no qual os mesmos políticos que recebem salários monstruosos não estarão satisfeitos com isso, e desviarão verbas de coisas vitais como saúde, educação e alimentação, roubarão de nós, que pagamos impostos, e também dos que não pagam, por que alguns não podem pagar nem o pão de cada dia.
Mas os políticos vão roubar mais um pouco, afinal vão acabar sem punição mesmo.Mas se seus filhos estiverem morrendo de fome em seus braços não roube um litro de leite, nem um pote de margarina, por que irá apodrecer na cadeia, e se eles estiverem doentes não vá até um hospital, pois não será atendido, por falta de leito, ou de médicos.
Mundo no qual as crianças que não forem apadrinhadas no projeto do jornal, receberão uma resposta de satisfação, mas eles não querem uma resposta, não fizeram pergunta alguma querem apenas uma bola, uma boneca, uma roupa, não precisa ser nada eletrônico, até um pião os deixaria felizes, e quem sabe um almoço garantido.
Mundo no qual eu vivo, que eu temo, no qual a violência lidera, e o poder corrompe, no qual vamos destruindo-nos uns aos outros.
O que acontecerá quando não restar povo pra esses políticos governarem? Logo, iremos padecer no esquecimento ao qual fomos condenados, ao desdém daqueles que deveriam proteger a Nação e o Planeta, mas e aí quem eles irão governar? Quem irão extorquir com sua ganância sem fim?
O rugido desse mundo monstro nada mais é que o grito de dor dos doentes, o ronco no estômago dos famintos, as bombas devastando vidas, armas disparando contra seus entes que voltam do trabalho, e o uníssono das metralhadoras cuspindo o ódio do homem, como dragões capitalistas, sentenciando a raça humana, e por fim, a enxurrada de lágrimas derramadas por nossas dolorosas perdas, não materiais, já que não temos nada assim, mas perdas de nossos entes, de nossas vidas, da nossa dignidade e do brilho em nosso olhar.
Nesse mundo, se continuar assim, as crianças vão descobrir cedo demais que Papai Noel não existe e destruído o sonho e a ilusão de uma criança, morre também o futuro adulto que nela habitaria.
Destruindo precocemente a criança, morre também a esperança de um mundo menos carrasco e mais justo, com um abismo menor entre pobres e ricos.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Whatever.
E se um dia eu chego em casa e te vejo
Estás triste e feia, não se cuida, não sorri
Te abraço, você indiferente, repele meu beijo
No fundo dos teus olhos escorre um desprezo em mimNão te quero assim, não ME quero assim
Estou indo, pois nada é tão incerto, nem longe, nem perto
Momentos, olhares, toques, palavras
Tudo mentira boa de viver, sentir, dizer, ouvir e ver
Logo ele vem e leva tudo com ele
Aumentando sua coleção infinita e úmida
Já mofada de tantos adeuses
Então, venho antes dele, pra não ser mais uma peça nada rara
E realmente, tudo gira em torno de dores de cotovelo
Já curadas, mas que insistem em existir
Mudando de assunto
Quando você tira a roupa e teus seios me encaram
E vêm devagar beijar os meus feito quatro bocas sedentas de amor e luxúria
E teus cabelos acariciam minhas digitais de leve
Nada melhor, nada igual, nada pior
Alguém já disse certa vez, escrever é reescrever.
Estás triste e feia, não se cuida, não sorri
Te abraço, você indiferente, repele meu beijo
No fundo dos teus olhos escorre um desprezo em mimNão te quero assim, não ME quero assim
Estou indo, pois nada é tão incerto, nem longe, nem perto
Momentos, olhares, toques, palavras
Tudo mentira boa de viver, sentir, dizer, ouvir e ver
Logo ele vem e leva tudo com ele
Aumentando sua coleção infinita e úmida
Já mofada de tantos adeuses
Então, venho antes dele, pra não ser mais uma peça nada rara
E realmente, tudo gira em torno de dores de cotovelo
Já curadas, mas que insistem em existir
Mudando de assunto
Quando você tira a roupa e teus seios me encaram
E vêm devagar beijar os meus feito quatro bocas sedentas de amor e luxúria
E teus cabelos acariciam minhas digitais de leve
Nada melhor, nada igual, nada pior
Alguém já disse certa vez, escrever é reescrever.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Da Feia Beleza Imperfeita.
Essa pessoas que possuem tamanha beleza e parecem não saber (ou não se importar).
E (quase, no medo de generalizar) todo grande escritor é triste, pensa demais, ouve demais, lê demais, mata o sexo ou o vive de forma tão intensa que morre por ele!! (?). E quase sempre fala dos cinzeiros lotados de bitucas, frágeis metáforas de si mesmo, tão queimado de dores (de amores, e ódios, inventados ou reais), que chega ao fim, logo ali no filtro, o contraditório filtro, cuja função seria impedir que passassem as impurezas, impurezas, essas, que chegam impunes ao pulmão, e fica só o filtro ali, apagado, o toco, a escória. E quase sempre fala dos copos espalhados - pelo - chão - do - apartamento, copos que mesmo lavados cheiram a álcool, do úisque da noite passada, do vinho que engana o tesão (e fortalece - o também), " das bebidas mais fortes", e as agulhas, das dores agudas, da vitrola que rolava os "blues mais lentos", ou da heroína ( sempre me perguntei a quem ela salvou pra se chamar assim) e, assim como ela outros "venenos mais lentos", e as marcas redondas que encardem a mesa, das xícaras com os "cafés mais amargos", de uma ou outra lágrima, que feito tinta em almofada de carimbo, se espalha impiedosa formando imagem nenhuma, por mais que se observe, nem os cavalos brancos raivosos e magoados de Napoleão cavalgam ali, nada, nada que faça sentir de novo alguma coisa.
E quase sempre, se fala em solidão, ou em alguma visão, ou alguma outra coisa qualquer que descamba em algum final louco que só os semelhantes entenderão ou fingirão que entendem, disfarçando assim sua pequenez diante dessa dor que é tão alheia a si e seu mundo cheio de sucos de açaí e banquinhos coloridos e borboletas coladas a parede e um relógio cuco que sempre sai de sua casinha imitando uma foda ao contrário, penetrando o ar de dentro pra fora. E quase sempre tanto narcisismo, supondo subliminarmente, ou descaradamente que é superior (e geralmente o é).E tanto cheiros, e tantos gostos, e tantos corpos espalhados pelas camas em lençóis sujos e molhados de suor, com hálito de "acordei agora e estou de ressaca", cabelos amassados e uma baba seca no canto da boca ou no travesseiro, toda a roupa jogada no chão, mas a meia imponente nos pés, intocada, imaculada, virgem que é, na sua condição de camisinha de pano, de um falo que nunca desvirgina ninguém mais sexy que um tênis all star, com a sola furada, que dá pra sentir o chão, e roçar libidinosamente em sua superfície quase sempre dura e fria, mas também quente no asfalto em um meio dia ensolarado, enfim, tudo tem a ver com sexo, tão Freud, e tão inconscientemente presente (de grego algumas vezes), passado, e futuro. E quase sempre se fala da realidade pq gosta de falar de si, e é mais difícil pq sabe-se que é verdade, e por isso intenso.
Essas pessoas que possuem tamanha beleza e parecem não saber (ou não se importar), gosto delas, gosto do jeito que andam, como se a cabeça pesasse, do desleixar (?) diário, das caras engraçadas e caretas para o mundo, do jeito como se isolam, e de como se autodestroem, enquanto constroem.
E (quase, no medo de generalizar) todo grande escritor é triste, pensa demais, ouve demais, lê demais, mata o sexo ou o vive de forma tão intensa que morre por ele!! (?). E quase sempre fala dos cinzeiros lotados de bitucas, frágeis metáforas de si mesmo, tão queimado de dores (de amores, e ódios, inventados ou reais), que chega ao fim, logo ali no filtro, o contraditório filtro, cuja função seria impedir que passassem as impurezas, impurezas, essas, que chegam impunes ao pulmão, e fica só o filtro ali, apagado, o toco, a escória. E quase sempre fala dos copos espalhados - pelo - chão - do - apartamento, copos que mesmo lavados cheiram a álcool, do úisque da noite passada, do vinho que engana o tesão (e fortalece - o também), " das bebidas mais fortes", e as agulhas, das dores agudas, da vitrola que rolava os "blues mais lentos", ou da heroína ( sempre me perguntei a quem ela salvou pra se chamar assim) e, assim como ela outros "venenos mais lentos", e as marcas redondas que encardem a mesa, das xícaras com os "cafés mais amargos", de uma ou outra lágrima, que feito tinta em almofada de carimbo, se espalha impiedosa formando imagem nenhuma, por mais que se observe, nem os cavalos brancos raivosos e magoados de Napoleão cavalgam ali, nada, nada que faça sentir de novo alguma coisa.
E quase sempre, se fala em solidão, ou em alguma visão, ou alguma outra coisa qualquer que descamba em algum final louco que só os semelhantes entenderão ou fingirão que entendem, disfarçando assim sua pequenez diante dessa dor que é tão alheia a si e seu mundo cheio de sucos de açaí e banquinhos coloridos e borboletas coladas a parede e um relógio cuco que sempre sai de sua casinha imitando uma foda ao contrário, penetrando o ar de dentro pra fora. E quase sempre tanto narcisismo, supondo subliminarmente, ou descaradamente que é superior (e geralmente o é).E tanto cheiros, e tantos gostos, e tantos corpos espalhados pelas camas em lençóis sujos e molhados de suor, com hálito de "acordei agora e estou de ressaca", cabelos amassados e uma baba seca no canto da boca ou no travesseiro, toda a roupa jogada no chão, mas a meia imponente nos pés, intocada, imaculada, virgem que é, na sua condição de camisinha de pano, de um falo que nunca desvirgina ninguém mais sexy que um tênis all star, com a sola furada, que dá pra sentir o chão, e roçar libidinosamente em sua superfície quase sempre dura e fria, mas também quente no asfalto em um meio dia ensolarado, enfim, tudo tem a ver com sexo, tão Freud, e tão inconscientemente presente (de grego algumas vezes), passado, e futuro. E quase sempre se fala da realidade pq gosta de falar de si, e é mais difícil pq sabe-se que é verdade, e por isso intenso.
Essas pessoas que possuem tamanha beleza e parecem não saber (ou não se importar), gosto delas, gosto do jeito que andam, como se a cabeça pesasse, do desleixar (?) diário, das caras engraçadas e caretas para o mundo, do jeito como se isolam, e de como se autodestroem, enquanto constroem.
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